Todos os proprietários querem saber a mesma coisa: quanto vale hoje o meu imóvel? É uma pergunta enganadoramente simples. A resposta honesta não é um número, é um intervalo — e a disciplina da avaliação está em saber onde, dentro desse intervalo, a sua casa se situa de facto.
Como se avalia, na prática
Uma avaliação com pés assentes começa nas vendas comparáveis — por quanto se venderam mesmo imóveis genuinamente semelhantes, e não por quanto foram anunciados. Depois ajusta ao que torna o seu imóvel específico: estado de conservação, luz, piso, vistas, certificado energético, e a qualidade do prédio ou da rua. Por fim lê a direcção do mercado, porque um preço que estava certo há seis meses pode já não estar.
O segmento prime português subiu com força, com os valores nacionais a crescer a dois dígitos ao ano. Esse vento a favor é real — mas não é licença para pedir a mais. O mercado premeia os imóveis cujo preço se pode levar a sério.
O custo do número mais alto
Quando vários consultores disputam uma angariação, a tentação é ganhá-la com a avaliação mais alta. É a manobra mais antiga do ofício, e quase sempre custa dinheiro ao proprietário. Um imóvel acima do preço não recebe propostas, envelhece no mercado e acaba vendido com desconto sobre o seu valor real — depois de meses perdidos. Um imóvel com preço honesto, pelo contrário, atrai interesse verdadeiro enquanto ainda é novidade.
Uma avaliação deve ser um serviço prestado a si, e não um argumento de venda para ganhar o mandato. Se quiser uma apreciação confidencial e sem compromisso do seu imóvel, é exactamente assim que a fazemos.